25 4 / 2012

Muitas mudanças aconteceram elas são inevitáveis, eu mudei, minha vida mudou.
Nesses últimos tempo eu fui me reencontrando, voltei a ser aquele sonhador, o que acredita em tudo, que ama incondicionalmente, que confia rapidamente e pode quebrar a cara e se machucar. 
Eu sinceramente cansei de andar na defensiva, de ser frio, de calcular as coisas, eu prefiro ser eu. Eu amo a minha essência que me define, me domina, me move e que me faz sentir vivo. Eu estou definitivamente derrubando um muro que eu criei, um muro cheio de orgulho, que me afastava de tudo e de todos.
Preciso urgentemente, invariavelmente, intensamente viver.
Mas eu vou com freios, porque as pessoas estão tão idiotas hoje, que não posso ir totalmente de coração aberto a elas.
Sempre tive minha própria visão do mundo, meus ideais e meus porquês. Neste quesito, sempre fui muito particular, me esquivando de toda e qualquer pessoa que pudesse macular minha essência, que pudesse alterar o estado original do qual sou feito  e o qual ainda não descobri completamente.
E se eu posso dizer algo é .. ser uma pessoa intensa nos dias de hoje, é dar a cara a murros.
Eu sei quem eu sou, e mais importante: eu sei quem eu posso me tornar e estou trabalhando nisso. O que posso dizer é que continuo sendo tão transparente quanto a água; mas tão nublado quanto um dia de inverno. 

Muitas mudanças aconteceram elas são inevitáveis, eu mudei, minha vida mudou.

Nesses últimos tempo eu fui me reencontrando, voltei a ser aquele sonhador, o que acredita em tudo, que ama incondicionalmente, que confia rapidamente e pode quebrar a cara e se machucar. 

Eu sinceramente cansei de andar na defensiva, de ser frio, de calcular as coisas, eu prefiro ser eu. Eu amo a minha essência que me define, me domina, me move e que me faz sentir vivo. Eu estou definitivamente derrubando um muro que eu criei, um muro cheio de orgulho, que me afastava de tudo e de todos.

Preciso urgentemente, invariavelmente, intensamente viver.

Mas eu vou com freios, porque as pessoas estão tão idiotas hoje, que não posso ir totalmente de coração aberto a elas.

Sempre tive minha própria visão do mundo, meus ideais e meus porquês. Neste quesito, sempre fui muito particular, me esquivando de toda e qualquer pessoa que pudesse macular minha essência, que pudesse alterar o estado original do qual sou feito  e o qual ainda não descobri completamente.

E se eu posso dizer algo é .. ser uma pessoa intensa nos dias de hoje, é dar a cara a murros.

Eu sei quem eu sou, e mais importante: eu sei quem eu posso me tornar e estou trabalhando nisso. O que posso dizer é que continuo sendo tão transparente quanto a água; mas tão nublado quanto um dia de inverno. 

15 4 / 2012

08 4 / 2012

Cobranças silenciosas, vontade de querer mais do que o simples, o desejo de ter mais do outro e de suprir uma carência emocional existente, disponibilidade afetiva, tempo livre, sorte e outros fatores. Ou conveniência, se preferir. Cansaço, por decepções passadas, por decepções presentes, por decepções futuras. Falta de paciência. 
Ouço gritos, pedidos de socorro, lágrimas caem como lavas, queimam, destroem.
Meu coração está escuro de mais para me importar. 

Cobranças silenciosas, vontade de querer mais do que o simples, o desejo de ter mais do outro e de suprir uma carência emocional existente, disponibilidade afetiva, tempo livre, sorte e outros fatores. Ou conveniência, se preferir. Cansaço, por decepções passadas, por decepções presentes, por decepções futuras. Falta de paciência. 

Ouço gritos, pedidos de socorro, lágrimas caem como lavas, queimam, destroem.

Meu coração está escuro de mais para me importar. 

03 4 / 2012

 As vezes um sorriso falso pode ser um consolo para nós mesmos.
As vezes não damos valor aos amigos, aos familiares, as pessoas que amamos, mas quando perdemos, vimos o quanto eles fazem falta. Saudade. Ah! A saudade. Ela dói tanto que as vezes queremos tirar alguém dos nossos pensamentos para ficarmos bem. A solidão pode ser o melhor remédio ou a pior droga, depende do momento. Chorar é como tirar um peso da consciência com as mãos. Ou pode nos render simplesmente mais dor de cabeça ainda. Bom mesmo é amar, sorrir, cantar, viver como se não houvesse amanhã. É andar por ai de cabeça erguida, ser você mesmo. Amar os amigos, fazê-los bem, para que você se sinta bem também.
(autor desconhecido)

 As vezes um sorriso falso pode ser um consolo para nós mesmos.

As vezes não damos valor aos amigos, aos familiares, as pessoas que amamos, mas quando perdemos, vimos o quanto eles fazem falta. Saudade. Ah! A saudade. Ela dói tanto que as vezes queremos tirar alguém dos nossos pensamentos para ficarmos bem. A solidão pode ser o melhor remédio ou a pior droga, depende do momento. Chorar é como tirar um peso da consciência com as mãos. Ou pode nos render simplesmente mais dor de cabeça ainda. Bom mesmo é amar, sorrir, cantar, viver como se não houvesse amanhã. É andar por ai de cabeça erguida, ser você mesmo. Amar os amigos, fazê-los bem, para que você se sinta bem também.

(autor desconhecido)

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31 3 / 2012

História de um Homem

Você passa a maior parte do tempo
Tentando entender porque você nunca consegue entender
Justamente o que você está tentando entender
Passe mais tempo vivendo
Você passa a maior parte do tempo
Procurando pelo amor que estará à procura do seu amor
Você ama guardar o seu amor para o amor
Passe mais tempo amando
Você passa a maior parte do tempo
Falando de si mesmo e como isso é importante para seu ego
Mais do que para qualquer outra pessoa
Passe mais tempo ouvindo
Você passa a maior parte do tempo
Julgando tudo como se até soubesse de alguma coisa
Há mais nas coisas do que somente uma coisa
Passe mais tempo respeitando
Você passa a maior parte do tempo
Preocupado com o que irão dizer sobre seus maneirismos bobos
E isso não é bobo, da mesma forma?
Passe mais tempo fluindo
Você passa a maior parte do tempo
Reclamando, blefando, odiando todos o tempos
Sangrando ‘♪)

26 3 / 2012

Não, o tempo nao destrói tudo. o tempo só destrói as coisas frágeis, desossa as fraquezas e consome a carne. O tempo muda todas as coisas porque nada estagnado pode durar muito,  mas pode durar um pouco. Tudo pode durar um pouco. Ninguém precisa viver descrente porque sabe do fim. Todo mundo sabe do fim, o tempo todo ele está lá, desde o primeiro segundo, mas entre o começo e o fim dá pra ter vidas e vidas, milhares delas e fragmentos de outras milhares de coisinhas dentro de outras milhares de coisinhas ad infinitum ad eternum. E viu, as coisas frágeis, mesmo elas podem durar. A gente que escolhe se vai pisotear e jogar pela janela ou cuidar direitinho, cuidar até que seja a hora da coisa frágil morrer. Não há sentido em destruir as coisas frágeis - já que o tempo mesmo vai se encarregar delas, não é? Eu acho. eu acho isso aí. Cuida. Cuida senão murcha, morre e nem o tempo destrói a memória destruída. Cuida. antes que .. quédizê.

Não, o tempo nao destrói tudo. o tempo só destrói as coisas frágeis, desossa as fraquezas e consome a carne. O tempo muda todas as coisas porque nada estagnado pode durar muito,  mas pode durar um pouco. Tudo pode durar um pouco. Ninguém precisa viver descrente porque sabe do fim. Todo mundo sabe do fim, o tempo todo ele está lá, desde o primeiro segundo, mas entre o começo e o fim dá pra ter vidas e vidas, milhares delas e fragmentos de outras milhares de coisinhas dentro de outras milhares de coisinhas ad infinitum ad eternum. E viu, as coisas frágeis, mesmo elas podem durar. A gente que escolhe se vai pisotear e jogar pela janela ou cuidar direitinho, cuidar até que seja a hora da coisa frágil morrer. Não há sentido em destruir as coisas frágeis - já que o tempo mesmo vai se encarregar delas, não é? Eu acho. eu acho isso aí. Cuida. Cuida senão murcha, morre e nem o tempo destrói a memória destruída. Cuida. antes que .. quédizê.

14 3 / 2012

Eu perdi a capacidade de entrega. Perdi. Ia dizer que me roubaram e xingar aquele filho da puta de filho da puta mais uma vez, mas não sei, não sei nada, não sei se alguém tem culpa, não entendo essa nova forma de fracasso que se materializou na minha vida, isso de não conseguir fazer algo que quero muito. Eu sinto muito - mas eu não sinto nada. Como se tivessem arrancado todas as minhas idéias e deixado só aquela ressaca maldita e amarga de não conseguir. Não consigo. Não sei como conseguir. Não sei lidar com não saber. Não dói. Não dói porque eu não sinto mais nada. Mentira, sinto sim. mas não sei onde fica. saudade de quando era um porraloca que saía jogando tudo na mão dos outros sem nem saber se queriam segurar. Sem nem saber se conseguiam. Nunca conseguiram. E agora eu não sei mais fazer. Não sei se desisto, se tento, se vou com calma, se esqueço, se corro, se fico, se me esbofeteio na tentativa de expulsar os nãos, se minto, se grito, se durmo, se desisto.  Meu Deus, meu Deus, cadê aquela pessoa que dizia que a vida sem isso era uma florzinha no deserto sabendo que ia morrer esturricada, cadê minhas tripas, cadê minha essência, cadê eu nessa porra dessa vida de merda que escolhi, cadê, cadê meu pulso, cadê meu sangue, cadê vida nessa vida de merda.
Saudade do meu pior. De quando andava perdido sem nenhum medo de me achar, de quando não precisava dormir porque não tinha que acordar, de quando não tinha vergonha de mim, do meu corpo, do meu trabalho, da minha vida, das minhas dívidas. uma puta de uma saudade de quando eu não pensava nas réplicas e não desistia de falar e não me preocupava com alguém entender, era tudo só fazer, fazer, fazer do jeito que eu achava que devia ser feito. Aqueles eram os dias. eu podia andar por aí descabelado, acabado, triste.
O mundo era vazio, o céu era vazio, as ruas eram cheias de gente e eu não tinha ninguém pra conversar e eu gostava disso. Saudade da minha solidão, da minha tristeza, do frio na barriga quando olhava pela janela, das noites sem dormir, das vozes girando no teto do quarto, da febre, de mim, de nada. Saudade do meu pior. Saudade do meu pior. Era melhor do que isso.

CA.

Eu perdi a capacidade de entrega. Perdi. Ia dizer que me roubaram e xingar aquele filho da puta de filho da puta mais uma vez, mas não sei, não sei nada, não sei se alguém tem culpa, não entendo essa nova forma de fracasso que se materializou na minha vida, isso de não conseguir fazer algo que quero muito. Eu sinto muito - mas eu não sinto nada. Como se tivessem arrancado todas as minhas idéias e deixado só aquela ressaca maldita e amarga de não conseguir. Não consigo. Não sei como conseguir. Não sei lidar com não saber. Não dói. Não dói porque eu não sinto mais nada. Mentira, sinto sim. mas não sei onde fica. saudade de quando era um porraloca que saía jogando tudo na mão dos outros sem nem saber se queriam segurar. Sem nem saber se conseguiam. Nunca conseguiram. E agora eu não sei mais fazer. Não sei se desisto, se tento, se vou com calma, se esqueço, se corro, se fico, se me esbofeteio na tentativa de expulsar os nãos, se minto, se grito, se durmo, se desisto.  Meu Deus, meu Deus, cadê aquela pessoa que dizia que a vida sem isso era uma florzinha no deserto sabendo que ia morrer esturricada, cadê minhas tripas, cadê minha essência, cadê eu nessa porra dessa vida de merda que escolhi, cadê, cadê meu pulso, cadê meu sangue, cadê vida nessa vida de merda.

Saudade do meu pior. De quando andava perdido sem nenhum medo de me achar, de quando não precisava dormir porque não tinha que acordar, de quando não tinha vergonha de mim, do meu corpo, do meu trabalho, da minha vida, das minhas dívidas. uma puta de uma saudade de quando eu não pensava nas réplicas e não desistia de falar e não me preocupava com alguém entender, era tudo só fazer, fazer, fazer do jeito que eu achava que devia ser feito. Aqueles eram os dias. eu podia andar por aí descabelado, acabado, triste.

O mundo era vazio, o céu era vazio, as ruas eram cheias de gente e eu não tinha ninguém pra conversar e eu gostava disso. Saudade da minha solidão, da minha tristeza, do frio na barriga quando olhava pela janela, das noites sem dormir, das vozes girando no teto do quarto, da febre, de mim, de nada. Saudade do meu pior. Saudade do meu pior. Era melhor do que isso.

CA.

13 3 / 2012

“Era tanta dúvida, tantas vírgulas, reticências e interrogações que era impedido de dar dois passos adiante sem que ficasse estagnado dois passos atrás. E se der errado, e se acontecer de novo, e se doer, se ferir, se machucar, e se for em vão e se não for. Eram muitos “se”, eram muitas possibilidades ou impossibilidades numa frase só. Era uma gramática inteira de pontuações empregadas da maneira errada num romance que mais parecia um conto breve. A gente acorda, dá um beijo no namorado (a), toma banho, faz o café, trabalha, dança, volta pra casa, faz a janta, beija o namorado, assistem TV até pegarem no sono, dorme e no outro dia começa tudo outra vez. Mas a verdade é que ninguém sabe como vai ser o dia de amanhã. De forma que, o único “se” perdoável é aquele que te permite viver intensamente o agora, o hoje. E se não houver o dia de amanhã?
A verdade é que tem certas coisas na vida que a gente só descobre o rumo delas, entrando no caminho, ou seja, tentando. A gente deixa de tomar atitudes, transfere comportamentos, arruma desculpas pra problemas que seriam facilmente resolvidos com uma palavra que abre portas: “sim”. Sim, eu me permito tentar. A possibilidade de cair do balanço sempre existe, mas não me parece justo desistir de um desejo, de um sonho, por puro medo. Tirar o pé do chão às vezes dá um certo receio, uma insegurança acerca do tamanho da queda se o pé não repisar na hora certa. Mas até pra andar e ir adiante, a gente precisa sair um pouco do chão seguro. É preciso coragem. Cair não fere ninguém. Pode doer, deixar um ou dois arranhões, mas com o tempo isso passa, o que fere de verdade é a cicatriz que não te deixa esquecer do que passou.
Já dizia uma sábia amiga minha: O “não” você já tem, busca o “sim”. Porque a gente não precisa que todos os passeios no balanço da vida dêem certo, a gente precisa que funcione só uma vez, uma “vezinha” só, e já vai ser  válido, já vai ser eterno. Todo dia é dia de recomeçar, de dar uma chance ao sim. SE vai dar errado, não dá pra prever. Porque se der errado você pode amaldiçoar o mundo inteiro, mais vai dormir com a cabeça tranquila no travesseiro que você fez o que estava ao seu alcance fazer. Em compensação, se funcionar, o universo garante nada menos do que a felicidade, cabelos soltos novamente ao vento e uma infinidade de pontuações gramaticais que não refletem em nada o peso de uma vírgula ou uma reticência.”

“Era tanta dúvida, tantas vírgulas, reticências e interrogações que era impedido de dar dois passos adiante sem que ficasse estagnado dois passos atrás. E se der errado, e se acontecer de novo, e se doer, se ferir, se machucar, e se for em vão e se não for. Eram muitos “se”, eram muitas possibilidades ou impossibilidades numa frase só. Era uma gramática inteira de pontuações empregadas da maneira errada num romance que mais parecia um conto breve. A gente acorda, dá um beijo no namorado (a), toma banho, faz o café, trabalha, dança, volta pra casa, faz a janta, beija o namorado, assistem TV até pegarem no sono, dorme e no outro dia começa tudo outra vez. Mas a verdade é que ninguém sabe como vai ser o dia de amanhã. De forma que, o único “se” perdoável é aquele que te permite viver intensamente o agora, o hoje. E se não houver o dia de amanhã?

A verdade é que tem certas coisas na vida que a gente só descobre o rumo delas, entrando no caminho, ou seja, tentando. A gente deixa de tomar atitudes, transfere comportamentos, arruma desculpas pra problemas que seriam facilmente resolvidos com uma palavra que abre portas: “sim”. Sim, eu me permito tentar. A possibilidade de cair do balanço sempre existe, mas não me parece justo desistir de um desejo, de um sonho, por puro medo. Tirar o pé do chão às vezes dá um certo receio, uma insegurança acerca do tamanho da queda se o pé não repisar na hora certa. Mas até pra andar e ir adiante, a gente precisa sair um pouco do chão seguro. É preciso coragem. Cair não fere ninguém. Pode doer, deixar um ou dois arranhões, mas com o tempo isso passa, o que fere de verdade é a cicatriz que não te deixa esquecer do que passou.

Já dizia uma sábia amiga minha: O “não” você já tem, busca o “sim”. Porque a gente não precisa que todos os passeios no balanço da vida dêem certo, a gente precisa que funcione só uma vez, uma “vezinha” só, e já vai ser  válido, já vai ser eterno. Todo dia é dia de recomeçar, de dar uma chance ao sim. SE vai dar errado, não dá pra prever. Porque se der errado você pode amaldiçoar o mundo inteiro, mais vai dormir com a cabeça tranquila no travesseiro que você fez o que estava ao seu alcance fazer. Em compensação, se funcionar, o universo garante nada menos do que a felicidade, cabelos soltos novamente ao vento e uma infinidade de pontuações gramaticais que não refletem em nada o peso de uma vírgula ou uma reticência.”

13 3 / 2012

Se tem algo mais difícil do que terminar um relacionamento, é terminar um relacionamento com quem se ama porque a paixão acabou. E isso acontece mais do que você possa imaginar. De repente, você olha para aquela pessoa linda ao seu lado, aquela que te ajudou tanto, que te acompanhou em boas risadas e que ficou do lado nos choros mais doídos - mas nada mais vibra por dentro. Você até tenta, mas seus olhos, apáticos, se recusam a brilhar como já brilharam tantas vezes. O sexo de repente passou a ficar tão morno, que dormir juntinho passa a ser quase sempre uma opção mais interessante. As discussões antes de casal, agora passam a ser como implicância de irmãos. Alguma coisa mudou nesse amor.
A situação de ter que dizer na lata do outro que você simplesmente se desapaixonou, é tão dura que tem gente que preferiria mil vezes ter sido traído para ter um motivo real para terminar. Tem gente que tem tanto medo de enfrentar esse momento, que se recusa a tomar atitude e vai levando o namoro nas coxas, até que o outro diga a tão doída frase: Não te quero mais. Funciona assim como o funcionário que quer ser mandado embora e avacalha no trabalho. Mas o que nem sempre é fácil de se lembrar, é que o primeiro e o último amor é o amor próprio. E quem se ama sabe que precisa buscar ao máximo o estado da paixão – porque ela dá brilho na vida.
Tem gente que diz que é impossível estar apaixonado todos os dias. Eu discordo. O real observador da vida, é um eterno apaixonado por ela. É como morar de frente para o mar e não contemplá-lo todos os dias – você fica automaticamente tão grato pelo privilégio de estar perto de suas águas todos os dias, que sente quase uma necessidade vital de agradecer. É assim que temos que ver a pessoa com a qual escolhemos caminhar ao lado. Porque se for pra ficar com um amor mais-ou-menos, daqueles melhor-isso-do-que-nada, melhor ficar sozinho. Se dentre um universo de pessoas você escolheu aquela para dar as mãos, que ela seja tão especial que você, toda noite, ao fazer carinho na cabeça dela antes de dormir, pense – Obrigado por esse privilégio. Escolher abrir mão disso, é escolher viver uma vida opaca.
Por isso, cuide do seu amor para que consiga se re-apaixonar todos os dias, ou deixe-o ir na hora em que o encantamento se for. Seguir com um relacionamento opaco só vai fazer com que você leve essa falta de brilho para outras áreas da sua vida, e que deixe de abrir portas que poderiam te fazer cair apaixonado de novo. Em nome do respeito que devemos a alguém que nos acompanhou em uma fase da vida, precisamos saber deixar ir. O verdadeiro amor se mede na renúncia – você entende que ama aquele ser quando sabe a hora de deixá-lo para que ele seja mais feliz. Assim, você permite que páginas sejam viradas e que novas histórias surjam.
Tem sempre aqueles pessimistas que insistem em afirmar que é impossível viver anos com alguém e ainda manter a paixão – não acredite neles. Acredite que a paixão se renova, se recicla, se transforma. Mas que não precisa se apagar. Vai ter sempre alguém pra tentar de fazer ver o lado ruim da vida, mas fortes são os que, apesar de tudo, ainda enxergam as coisas boas – e são gratos por elas. Vai ter sempre alguém que vai olhar aquele sol alaranjado tingindo o céu se pondo, e vai reclamar que o brilho cega seus olhos. Mas pra esses, não adianta explicar mesmo. São poucos os que entendem a importância das sincronicidades da vida.

http://www.casalsemvergonha.com.br/2012/03/07/quando-a-paixao-acaba/

Se tem algo mais difícil do que terminar um relacionamento, é terminar um relacionamento com quem se ama porque a paixão acabou. E isso acontece mais do que você possa imaginar. De repente, você olha para aquela pessoa linda ao seu lado, aquela que te ajudou tanto, que te acompanhou em boas risadas e que ficou do lado nos choros mais doídos - mas nada mais vibra por dentro. Você até tenta, mas seus olhos, apáticos, se recusam a brilhar como já brilharam tantas vezes. O sexo de repente passou a ficar tão morno, que dormir juntinho passa a ser quase sempre uma opção mais interessante. As discussões antes de casal, agora passam a ser como implicância de irmãos. Alguma coisa mudou nesse amor.

A situação de ter que dizer na lata do outro que você simplesmente se desapaixonou, é tão dura que tem gente que preferiria mil vezes ter sido traído para ter um motivo real para terminar. Tem gente que tem tanto medo de enfrentar esse momento, que se recusa a tomar atitude e vai levando o namoro nas coxas, até que o outro diga a tão doída frase: Não te quero mais. Funciona assim como o funcionário que quer ser mandado embora e avacalha no trabalho. Mas o que nem sempre é fácil de se lembrar, é que o primeiro e o último amor é o amor próprio. E quem se ama sabe que precisa buscar ao máximo o estado da paixão – porque ela dá brilho na vida.

Tem gente que diz que é impossível estar apaixonado todos os dias. Eu discordo. O real observador da vida, é um eterno apaixonado por ela. É como morar de frente para o mar e não contemplá-lo todos os dias – você fica automaticamente tão grato pelo privilégio de estar perto de suas águas todos os dias, que sente quase uma necessidade vital de agradecer. É assim que temos que ver a pessoa com a qual escolhemos caminhar ao lado. Porque se for pra ficar com um amor mais-ou-menos, daqueles melhor-isso-do-que-nada, melhor ficar sozinho. Se dentre um universo de pessoas você escolheu aquela para dar as mãos, que ela seja tão especial que você, toda noite, ao fazer carinho na cabeça dela antes de dormir, pense – Obrigado por esse privilégio. Escolher abrir mão disso, é escolher viver uma vida opaca.

Por isso, cuide do seu amor para que consiga se re-apaixonar todos os dias, ou deixe-o ir na hora em que o encantamento se for. Seguir com um relacionamento opaco só vai fazer com que você leve essa falta de brilho para outras áreas da sua vida, e que deixe de abrir portas que poderiam te fazer cair apaixonado de novo. Em nome do respeito que devemos a alguém que nos acompanhou em uma fase da vida, precisamos saber deixar ir. O verdadeiro amor se mede na renúncia – você entende que ama aquele ser quando sabe a hora de deixá-lo para que ele seja mais feliz. Assim, você permite que páginas sejam viradas e que novas histórias surjam.

Tem sempre aqueles pessimistas que insistem em afirmar que é impossível viver anos com alguém e ainda manter a paixão – não acredite neles. Acredite que a paixão se renova, se recicla, se transforma. Mas que não precisa se apagar. Vai ter sempre alguém pra tentar de fazer ver o lado ruim da vida, mas fortes são os que, apesar de tudo, ainda enxergam as coisas boas – e são gratos por elas. Vai ter sempre alguém que vai olhar aquele sol alaranjado tingindo o céu se pondo, e vai reclamar que o brilho cega seus olhos. Mas pra esses, não adianta explicar mesmo. São poucos os que entendem a importância das sincronicidades da vida.

http://www.casalsemvergonha.com.br/2012/03/07/quando-a-paixao-acaba/

13 3 / 2012

Você se deu mal. Achou que preenchesse uma vaga relevante na minha lista de coisas relevantes, mas não. Não mesmo. Uma camisinha suja descartada na faixa de pedestres da Avenida Paulista é mais relevante do que você. Uma aranha esmagada na parede do meu quarto também. Uma roda de liga leve aro 17 pro carro do sobrinho da minha tia-avó é mais relevante. Um cisco infernizando tudo o que enxergo é trilhões de vezes mais relevante do que você. E sabe o que eu faço com esse cisco? Eu expulso ele da minha vida com dedo, água e sopro. E ele vai embora. Viu como eu trato coisas relevantes quando elas me machucam?
Eu nem me lembro da primeira vez que te vi. Prefiro liberar espaço para tantas outras primeiras vezes em que vi tantos outros caras, por quem nem me apaixonei. Tinha aquele do primeiro colegial, com os olhinhos caídos. A primeira vez que meti o olhar nele, ele tava. Ele tinha a mochila trepada no ombro esquerdo. Não, ele jogava futebol na quadra. Na verdade, eu acho que ele descia a rua do colégio fumando. Ou tava de pé no pátio da escola. É isso. Acho que foi assim. Sentado, igual a você naquela noite bebendo cerveja quente. Me encarando como se eu fosse verde. Os seus olhos, que já são imensos, arregalados me estuprando. Eu incomodada com a atenção de um psicopata. Gostou dessa? A primeira vez que te vi, eu te chamei de psicopata. Você me aborreceu. Aquela foi só mais uma noite comum. Foi só mais uma sexta-feira. Foi só o aniversário de um amigo. Foi primeiro de setembro.
Eu não faço mais ideia da sua aparência. Mas posso detalhar em dois mil caracteres sem espaço o jeito como o cabelo de um vizinho irrelevante, como você, flutua quando ele desce uma escada. O cabelo dele é. Eu não sei que cor é aquela, mas talvez seja macio. Talvez seja liso. Completamente diferente do seu, por onde os meus dedos adoravam se enroscar ofegantes. Textura de cabelo seco. Minhas mãos violentando fios durante um beijo. E o  seu cabelo tinha cheiro de. Eu posso dizer a marca de todos os produtos que você metia ali. Mas não estou a fim.
Eu esqueci como você anda. Sobreviva a essa bomba. Deletei mesmo. Posso provar. Era você? Aquele dia no teatro. No intervalo da peça. Alguém usava os ombros afastados como os seus. Alguém roubava o seu andar. Eu sei, pois fui envolvida por esse impostor até que ele se revelasse. Era mais baixo. Talvez um centímetro mais baixo. Quase tropecei no seu truque. Quase te vi e nem cogitei telefonar. Você não acredita em mim? O seu número não habita mais a agenda de telefones relevantes. Eu nem sei se termina com sete ou com três. O fato de ter certeza de que começa com nove não tem um pentelho de significado.
Eu nem decorei a primeira frase que você me enfiou, então não fique achando que encharquei a calcinha à primeira dialogada. Mas eu decoro a maioria das frases que perambulam por aí. Sei que quem com ferro fere, com ferro será ferido. Que o amor é importante, porra. Que sou mesmo exagerado, adoro um amor inventado. Que vocês vão ter que me engolir. E que as mina pira. Frases muito mais relevantes do que aquela pergunta estúpida sobre me conhecer. Posso te conhecer? Você largou essa em cima de mim. Sem me dizer Oi. Sem me perguntar que horas eram e se eu vinha sempre aqui. Na porta do banheiro. Uma noite praticamente apagada. Você agarrou o meu braço direito, me proibindo de fugir daquele momento, que hoje é só lacuna. Você faz assim sempre? Com qualquer mulher irrelevante você faz isso? Continue. Pode ser que uma delas, não eu, eternize na agenda a sua abordagem brutal. Agarrar um braço direito. Quanta inexperiência.
Eu não sei quando você foi embora, porque eu tinha coisas mais relevantes pra fazer. O copo cheio de água soluçou na minha mão e se desfolhou no piso. Eu agrupei os cacos dentro de uma caixa em formato de. Em formato de coração. Um deles giletou os meus dedos, que perderam a sensibilidade e têm como último suspiro a lembrança de se esfregar naquele emaranhado de fios de cabelo seco. Uma lembrança irrelevante. Já até passou. Nem sei como era.
Eu não sei por que comecei a escrever sobre essas memórias idiotas. Nem sangrou. Nem chovi. Quando retomo a lista de coisas relevantes, esbarro com o seu nome riscado. Eu não disse? Irrelevante.
Você não permitiu que eu te desse um lugar.

http://www.casalsemvergonha.com.br/2012/03/08/pra-voce-acreditar-que-esse-amor-nao-era-tao-importante/

Você se deu mal. Achou que preenchesse uma vaga relevante na minha lista de coisas relevantes, mas não. Não mesmo. Uma camisinha suja descartada na faixa de pedestres da Avenida Paulista é mais relevante do que você. Uma aranha esmagada na parede do meu quarto também. Uma roda de liga leve aro 17 pro carro do sobrinho da minha tia-avó é mais relevante. Um cisco infernizando tudo o que enxergo é trilhões de vezes mais relevante do que você. E sabe o que eu faço com esse cisco? Eu expulso ele da minha vida com dedo, água e sopro. E ele vai embora. Viu como eu trato coisas relevantes quando elas me machucam?

Eu nem me lembro da primeira vez que te vi. Prefiro liberar espaço para tantas outras primeiras vezes em que vi tantos outros caras, por quem nem me apaixonei. Tinha aquele do primeiro colegial, com os olhinhos caídos. A primeira vez que meti o olhar nele, ele tava. Ele tinha a mochila trepada no ombro esquerdo. Não, ele jogava futebol na quadra. Na verdade, eu acho que ele descia a rua do colégio fumando. Ou tava de pé no pátio da escola. É isso. Acho que foi assim. Sentado, igual a você naquela noite bebendo cerveja quente. Me encarando como se eu fosse verde. Os seus olhos, que já são imensos, arregalados me estuprando. Eu incomodada com a atenção de um psicopata. Gostou dessa? A primeira vez que te vi, eu te chamei de psicopata. Você me aborreceu. Aquela foi só mais uma noite comum. Foi só mais uma sexta-feira. Foi só o aniversário de um amigo. Foi primeiro de setembro.

Eu não faço mais ideia da sua aparência. Mas posso detalhar em dois mil caracteres sem espaço o jeito como o cabelo de um vizinho irrelevante, como você, flutua quando ele desce uma escada. O cabelo dele é. Eu não sei que cor é aquela, mas talvez seja macio. Talvez seja liso. Completamente diferente do seu, por onde os meus dedos adoravam se enroscar ofegantes. Textura de cabelo seco. Minhas mãos violentando fios durante um beijo. E o  seu cabelo tinha cheiro de. Eu posso dizer a marca de todos os produtos que você metia ali. Mas não estou a fim.

Eu esqueci como você anda. Sobreviva a essa bomba. Deletei mesmo. Posso provar. Era você? Aquele dia no teatro. No intervalo da peça. Alguém usava os ombros afastados como os seus. Alguém roubava o seu andar. Eu sei, pois fui envolvida por esse impostor até que ele se revelasse. Era mais baixo. Talvez um centímetro mais baixo. Quase tropecei no seu truque. Quase te vi e nem cogitei telefonar. Você não acredita em mim? O seu número não habita mais a agenda de telefones relevantes. Eu nem sei se termina com sete ou com três. O fato de ter certeza de que começa com nove não tem um pentelho de significado.

Eu nem decorei a primeira frase que você me enfiou, então não fique achando que encharquei a calcinha à primeira dialogada. Mas eu decoro a maioria das frases que perambulam por aí. Sei que quem com ferro fere, com ferro será ferido. Que o amor é importante, porra. Que sou mesmo exagerado, adoro um amor inventado. Que vocês vão ter que me engolir. E que as mina pira. Frases muito mais relevantes do que aquela pergunta estúpida sobre me conhecer. Posso te conhecer? Você largou essa em cima de mim. Sem me dizer Oi. Sem me perguntar que horas eram e se eu vinha sempre aqui. Na porta do banheiro. Uma noite praticamente apagada. Você agarrou o meu braço direito, me proibindo de fugir daquele momento, que hoje é só lacuna. Você faz assim sempre? Com qualquer mulher irrelevante você faz isso? Continue. Pode ser que uma delas, não eu, eternize na agenda a sua abordagem brutal. Agarrar um braço direito. Quanta inexperiência.

Eu não sei quando você foi embora, porque eu tinha coisas mais relevantes pra fazer. O copo cheio de água soluçou na minha mão e se desfolhou no piso. Eu agrupei os cacos dentro de uma caixa em formato de. Em formato de coração. Um deles giletou os meus dedos, que perderam a sensibilidade e têm como último suspiro a lembrança de se esfregar naquele emaranhado de fios de cabelo seco. Uma lembrança irrelevante. Já até passou. Nem sei como era.

Eu não sei por que comecei a escrever sobre essas memórias idiotas. Nem sangrou. Nem chovi. Quando retomo a lista de coisas relevantes, esbarro com o seu nome riscado. Eu não disse? Irrelevante.

Você não permitiu que eu te desse um lugar.

http://www.casalsemvergonha.com.br/2012/03/08/pra-voce-acreditar-que-esse-amor-nao-era-tao-importante/